Reino Unido muda o foco no transporte: menos condução, mais transporte público

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O governo do Reino Unido revelou a sua estratégia de transportes “Better Connected”, uma iniciativa multifacetada concebida para remodelar a forma como as pessoas se deslocam no país. A ideia central? Incentivar menos pessoas a dirigir e, em vez disso, pressionar por uma adoção mais ampla de transporte público, compartilhamento de carros e veículos elétricos.

O impulso para o transporte público

O plano centra-se em tornar os autocarros, comboios e eléctricos a opção mais apelativa para as viagens diárias. Para tal, o governo pretende simplificar os pagamentos em todos os modos, eliminando a necessidade de uma complexa divisão de tarifas. A recém-nacionalizada Great British Rail desempenhará um papel fundamental para alcançar este objetivo, juntamente com o apoio local para pré-pagamento e emissão de bilhetes móveis.

A confiabilidade também é uma prioridade. O financiamento será alocado para melhorar os serviços, incluindo rastreamento de ônibus em tempo real por meio da integração do Google Maps e horários otimizados por IA. A Carta de Viagens Acessíveis garantirá que o transporte público seja inclusivo para pessoas com deficiência. O objetivo final é criar uma rede que seja fácil, acessível e acessível para todos.

Além dos ônibus: compartilhamento de carros e infraestrutura de veículos elétricos

Embora o transporte público seja o foco principal, a estratégia também promove esquemas de partilha de automóveis. As autoridades locais receberão orientação sobre como incentivar os clubes de automóveis, potencialmente através de lugares de estacionamento dedicados.

Para aqueles que ainda preferem conduzir, o governo continuará a investir em infraestruturas de veículos elétricos. Um investimento de 600 milhões de libras irá expandir a disponibilidade de estações de carregamento e uma consulta em curso visa reduzir os custos de carregamento público. A Plataforma Nacional de Estacionamento também agilizará os pagamentos de estacionamento por meio de aplicativos existentes.

As estradas ainda são importantes (mas não tanto)

Apesar da ênfase em alternativas, o governo reconhece a necessidade de manter as estradas existentes. Um investimento de 27 mil milhões de libras será direcionado para a reparação de autoestradas e estradas principais, enquanto serão atribuídos 2 mil milhões de libras adicionais por ano para reparações de buracos até 2029. Isto sugere que, embora o objetivo seja reduzir a dependência de veículos privados, a infraestrutura ainda estará disponível para aqueles que dela necessitam.

A eficácia da estratégia depende de saber se estas mudanças podem realmente tornar o transporte público e as opções alternativas mais atraentes do que a condução. Se for bem-sucedida, poderá levar a menos congestionamentos, emissões reduzidas e viagens mais acessíveis para muitos.

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