Os veículos elétricos baratos que a Europa realmente deseja estão finalmente chegando

7

A fábrica do Fiat Panda. É aí que está acontecendo. A Stellantis está transformando este site italiano no coração dos carros elétricos acessíveis. Você não verá os primeiros sendo lançados até 2028. Uma longa espera por um carro barato, claro, mas melhor do que nunca.

Eles querem atingir um preço de 15.000 euros. Não 18.000€. Não US$ 15.000 (que, de qualquer forma, são convertidos em um pouco menos do que na Europa, mas o sentimento se mantém). Quinze mil euros. Emissões zero. Acessível. O projeto tem nome: E-Car. Parece genérico, não é? Talvez seja esse o ponto.

Pomigliano d’Arco. Esta fábrica em Nápoles produz atualmente Alfa Romeo Tonales e Pandas. Em breve, ela produzirá esses EVs com menos de 4,2 metros para diversas marcas.

Quem primeiro? Fiat e Citroën. Obviamente. A Fiat tem uma história aqui, que remonta ao Topolino em 1936. Este será provavelmente o sucessor espiritual do 500 lançado em 2021 (o artigo menciona a data de lançamento de 2020 para o contexto do projeto, mas o carro chegou em 21… vamos nos ater ao cronograma implícito no texto: o projeto se baseia nesse impulso).

A Citroën está sonhando alto. Eles querem trazer de volta a alma do 2CV. Pierre Leclercq, chefe de design, disse isso claramente no ano passado: se alguma marca consegue fazer um carro essencial, menor e mais barato funcionar, essa marca é a Citroën. “Isso é bastante óbvio.”

Óbvio para quem?

Stellantis acredita que outras marcas também podem aderir. A Leapmotor tem um carro barato (o T03, que custa cerca de £ 14.000 no Reino Unido). Eles possuem uma parte dessa empresa. Faz sentido que eles emprestem aqui suas habilidades de tecnologia barata. A Peugeot também pode participar. Não sabemos ao certo.

Antonio Filosa, o CEO, vê isto como um renascimento do ADN europeu. “Os clientes exigem veículos pequenos e elegantes… produção orgulhosa na Europa… acessíveis e ecológicos.” Ele parece otimista. Ele tem que ser.

“Carros abaixo de 15,0 Stellantis Euros, eles não existem.”

Filosa diz isso em uma cúpula financeira. Ele não está brincando. As vendas de automóveis na Europa caíram para 13,2 milhões de unidades no ano passado. Abaixo dos níveis pré-pandêmicos. Estagnado. Triste.

Ele quer que os reguladores ajudem. Especificamente, uma nova regra chamada M1E. Trataria esses carros eletrônicos baratos de maneira diferente. Talvez dar-lhes subsídios para baterias? “Supercréditos” para ajudar os fabricantes a cumprir as metas de CO2 sem vender um milhão de Teslas? Parece uma tábua de salvação.

Mas o regulamento ainda está a tramitar na Comissão. Lento. Muito lento.

Depois, há vans. Veículos Comerciais Leves. VCLs. Ninguém os compra. Filosa culpa a regulamentação. As leis de segurança os tornaram mais caros. Os mandatos eléctricos empurraram o preço para cima ainda mais, enquanto a procura era de apenas 10 por cento. É uma incompatibilidade. Uma situação dolorosa para as pequenas empresas que precisam de ferramentas baratas para sobreviver.

“Todos perdem se o parque de VCL não for renovado.”

Os custos de manutenção aumentam para pequenas lojas. As entregas são interrompidas. Indústria perde vendas. É uma perda tripla.

Filosa assumiu há um ano. 21 de maio é o dia da grande revelação. O lançamento da estratégia. Stellantis passou por momentos difíceis. Muitos SUVs não vendidos nos EUA. Grandes baixas contábeis em investimentos em veículos elétricos que não decolaram. Marcas premium como Maserati e DS estão sangrando nas vendas. Bugs de software desaceleraram novos Citroëns e Fiats na Europa.

Ele está desistindo dos EVs?

Não. De jeito nenhum. “Continuaremos investindo em carros elétricos.” O Jeep Recon está chegando. Extensores de autonomia também para caminhões grandes. Ele ouve o mercado. A Europa quer eletricidade. A América quer híbridos. Ele planeja dar os dois.

Seu plano de recuperação tem quatro pilares.

  • Escala. Seis milhões de carros por ano. Volume suficiente para distribuir o custo da tecnologia.
  • Força Regional. Número 1 na América do Sul. Número 2 na Europa. Número 5 na América do Norte. Eles estão por toda parte, principalmente.
  • Parcerias. Apoie-se no Leapmotor. Use as plantas espanholas. Não reinvente a roda.
  • Marcas. Mantenha-os vivos. Esta é a parte complicada.

Ele planeja matar marcas? Lancia está quieta. A Fiat precisa de novos modelos. Vauxhall se sente desconectado dos motoristas.

Filosa diz que não há cortes drásticos. “Uma marca permanece porque o cliente a deseja.” Ele argumenta contra selecionar apenas “uma, duas, três” marcas para economizar. O segredo? Alocação de capital. Estratégia por marca. Ele não lhe dirá como até daqui a nove dias.

Então espere.

Para o carro.
Para o regulamento.
Para a estratégia revelar.

Será que 15.000€ realmente lhe comprarão liberdade? Ou é apenas uma promessa política?

Попередня статтяEpiq da Skoda é barato e realmente bom